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  • Para nós da Ibero-América, o conceito de multipolaridade não constitui uma novidade histórica, pois as nossas nações integram um “Ocidente profundo” que por suas raízes é bastante diferente do mundo das principais potências que hoje parecem ter se apoderado da condição de representantes do Ocidente cristão. Como o leitor encontrará neste livro, os princípios da multipolaridade proclamados nos foros internacionais, com ênfase especial nos eurasiáticos, são compatíveis com a Doutrina Social da Igreja, enriquecida com a escolástica hispânica da Escola de Salamanca. Profeticamente abordados, são princípios cristãos para se conformar um novo mundo, sujeito a normas universais e a autoridades legítimas. Neste livro, os autores trazem à memória os ensinamentos do teólogo espanhol Francisco de Vitoria (1483-1546), cujos ideais da “Comunidade do Orbe” e do “Direito das Gentes”, antípodas do Leviatã idealizado por Thomas Hobbes, colocam o Direito Natural como guia dos Estados nacionais soberanos e das relações internacionais. Não são esses os princípios que moldam a nova ordem internacional que deve surgir da atual mudança de época? Evidentemente, sempre e quando superemos os tambores de guerra que as oligarquias colonialistas hegemônicas teimam em tocar, desesperada e desafiadoramente, à beira das suas tumbas históricas. Como os autores demonstram, sim, um Novo Mundo é possível!    
  • Em 1988, a premiada jornalista canadense Elaine Dewar começou a trabalhar em um artigo sobre a ajuda que certas organizações não-governamentais (ONGs), como a Cultural Survival, WWF e outras, estavam proporcionando os índios caiapós para defender a Floresta Amazônica. Logo, ela descobriu uma trama de muitos milhões de dólares, em que os índios ganhavam dinheiro de garimpeiros, madeireiros e ONGs, agências governamentais, fundações e empresas privadas de vários países do Hemisfério Norte se empenhavam em influenciar as políticas ambientais e indígenas em três continentes. O resultado da investigação foi Uma demão de verde. Com um texto que se lê como uma novela de mistério, Uma demão de verde segue os passos da autora, de Toronto até a Floresta Amazônica, e a gabinetes refrigerados em Ottawa, Washington, Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Genebra. No caminho, ela conhece alguns dos impressionantes personagens que atuam nos bastidores do ambientalismo internacional – entre outros, o empresário Maurice Strong, Anita Roddick, da cadeia britânica Body Shop, e ativistas que dirigem importantes ONGs do Canadá e dos EUA. Ela também examina alguns perturbadores aspectos dos relacionamentos entre ONGs, corporações “verdes” e governos: * Por que algumas ONGs desorientam o público com informações incorretas, para arrecadar fundos? * Por que certas ONGs do Canadá e dos EUA têm em suas diretorias representantes de grandes empresas e de seus governos? * Que interesses teriam essas ONGs e governos em deter projetos de infraestrutura no Brasil, como o aproveitamento hidrelétrico do rio Xingu? Para o Brasil, que ocupa um lugar central na trama, as respostas a essas e outras perguntas são fundamentais. Elaine Dewar trabalha como jornalista independente desde 1976, escrevendo sobre assuntos políticos, empresariais, ambientais e científico-tecnológicos. Por várias vezes, recebeu o National Magazine Award, um dos mais prestigiosos prêmios jornalísticos do Canadá. Além de Uma demão de verde (1995), escreveu Bones: Discovering the First Americans (2001) e The Second Tree: Of Clones, Chimeras and Quests for Immortality (2004). Por este último, recebeu o Nereus Writer’s Trust Non-Fiction Prize, concedido anualmente à melhor obra de não-ficção de um autor canadense.
  • A presente crise política, institucional, socioeconômica e de valores que abala o Brasil marca o fim da Nova República, cujos protagonistas conceberam uma cidadania divorciada de um projeto de Nação que consolidasse os avanços das décadas anteriores e projetasse o País para o futuro. Em troca, estabeleceu-se uma cultura contra toda forma de autoridade, erradicou-se o princípio moral do Bem Comum que deve reger a vida pública, para abrir passo a meros projetos de poder. Sem um projeto nacional, a política partidária se converteu num instrumento para a captura do Estado, de braços dados com a corrupção e o crime organizado, frustrando as expectativas despertadas com a redemocratização e atrelando o País a uma agende hegemônica externa, a “Nova Ordem Mundial”, comandada de Washington, Wall Street e Londres. Este livro proporciona ao leitor um vislumbre dessa dinâmica antinacional, instando-o a engajar-se na construção de um novo caminho para o país.
  • Neste novo livro, Bruna Frascolla brinda o leitor com um tour de force sobre essas duas ferramentas de dominação oligárquica, o wokismo e o anarcocapitalismo, proporcionando elementos para que sejam devidamente conhecidas e desmascaradas em suas propostas anticivilizatórias e contrárias ao Bem Comum.  Bruna Frascolla é doutora em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), historiadora da filosofia e ensaísta. É também autora de As ideias e o terror (República AF, 2020).
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